Algo sobre mim...

Minha foto
Pessoa muito inquieta, que tem urgência em viver. Não é qualquer vida que me serve. Intensidade e verdade precisam estar presentes... Isso é que me move, me encanta, me estimule, me faz feliz!

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Minha cidade é SHOW!!!

"Alguma coisa acontece no meu coração,
que só quando cruzo a Ipiranga e a avenida São João"...

Essa "coisa" é orgulho!
Claro que sei de tudo o que se passa aqui, e que nos desgasta, altera e piora a qualidade de vida dos habitantes... Mas sobre os problemas, não faltam vozes a esbravejar. Não quero ser mais uma!
Quero enaltecer a cidade que eu amo, onde vivo e onde quero morrer.
Aqui, acontecem diariamente as coisas mais estapafúrdias do mundo (para o bem e para o mal...). Em compensação, não há etnia, religião, tribo, país do mundo, que não tenha sua representação garantida e seu povo acolhido em São Paulo! Fato. Pesquisa recente, colocou a nossa como uma das cidades mais acolhedoras do mundo. Mas isso é uma outra história... Fico empolgada e não pararia de tecer elogios tão cedo se não me "policiar"!
O que eu queria contar é o seguinte: o Metrô de São Paulo disponibilizou um espaço, nas estações Consolação e Brás,  para oito professores de matemática e português tirarem dúvidas de usuários que passam pelo local! O serviço funciona numa sala de 50 metros e em uma semana havia atendido cerca de 100 pessoas. Muitos são alunos universitários, outros são pessoas que prestarão concursos públicos.
Os resultados estão sendo tão positivos que, até o final do ano, as estações Santana, Tatuapé e Cidade Universitária também ganharão seu tira-dúvidas!
Minha cidade é ou não é um SHOW???

domingo, 10 de outubro de 2010

Os sem-tato


Eles só se conhecem através das letras frias e das imagens do msn, do orkut, do facebook, do e-mail, do sms.
Eles inventam o cheiro e o gosto um do outro. Morrem de saudades.
Eles são os SEM-TATO. O amor do século XXI.
Pobre amor...

sábado, 9 de outubro de 2010

Da qualidade das relações


Há alguns dias fui localizada, via Internet, por ex-colegas do ensino médio, ou seja, pessoas que participaram de minha vida há 34 anos atrás...!!! Esse é, sem dúvida, o lado fascinante da tecnologia; a ciência e o progresso a favor do homem e de sua HUMANIZAÇÃO... Reencontros e encontros que jamais seriam possíveis se o Orkut, Facebook, Google, e-mail não existissem.
Bem, graças a essa parafernália nos localizamos e, obviamente, marcamos um encontro físico, pessoal, pois somos daquele tempo em que nada substituía o "olho no olho", a pele na pele: o abraço, o beijo, o cheiro...
Como o encontro ainda não ocorreu, não posso contar nada. Mas me aguardem, pois certamente ele será alvo de comentários, fotos, sensações que postarei aqui nesta outra maravilha virtual, chamada BLOG... (preciso confessar que estou irremediavelmente apaixonada por esse "Coisas da vida"...).
Enquanto aguardamos ansiosos pelo dia desse reencontro, temos trocado e-mails, postagens no Facebook e pude perceber que estamos todos à vontade, como quem continua de onde parou... As brincadeiras e os relacionamentos fluem de maneira muito próxima, afetiva, "íntima", como se mais de 30 anos não nos separassem! 
Isso me fez pensar em tantas coisas para as quais não encontrei explicação, no que tange à qualidade das relações. Estaria eu idealizando as amizades antigas, porque elas encontram-se apenas na memória, e temporalmente muito distantes? Ou esqueci-me de todos os aspectos negativos que possa ter vivenciado, e passei a valorizar só o que houve de positivo (memória seletiva)?
Não admiti nenhuma dessas hipóteses, após muito analisar. Minha geração foi realmente privilegiada! Talvez por conta do contexto histórico dos anos 60-70, de repressão, censura e outros "bichos", tivéssemos que ser mais criativos para nos expressarmos e mais unidos para nos protegermos... Tínhamos uma vida cultural tão fervilhante, intensa! Cada pessoa tinha uma "marca registrada" no seu jeito de vestir, na sua aparência, nas preferências... Não éramos "pasteurizados" e a mídia não ditava comportamentos, modinhas, gosto musical goela abaixo! Tudo era devidamente questionado, selecionado.
Havia moças de cabelos cacheados, lisos, pixaim; usava-se minis, midis, máxis. Cada uma com seu estilo, muita personalidade em tudo... Por isso, creio eu, essa sensação de "complementaridade" que um causava no outro. Por isso aprendíamos e ensinávamos tanto, uns aos outros. E o jeito de ser, tão especial, tão único, fez com que jamais nos esquecéssemos e desejássemos nos rever, e "beber daquelas águas" novamente... Sabemos com quem vamos nos reencontrar.
E, comparativamente, o que percebo hoje, preponderantemente, são relacionamentos baseados na conveniência, na "utilidade", no transitório, no instantâneo, no efêmero, no superficial... Isso me choca, me incomoda, me deprime e me assusta! Parece que as pessoas "tramam" umas contra as outras. É muito estranho... Há pouca transparência e é preciso muito cuidado para não se cair em armadilhas, chantagens, segundas intenções, maledicências, verdadeiros "golpes"! Surpreendo-me a cada dia com esse tipo de comportamento, e vivo desconfiada, pois sei que não sou boa para conspirar contra outros, e não sei como essas mentes funcionam! Sou presa fácil, digamos assim...
Desse modo, igual a tudo na vida, a Internet pode ser o Céu, e trazer seus melhores amigos de volta à sua vida, ou o Inferno da invasão de privacidade, do golpismo, da desilusão com o ser humano, do encontro de um verdadeiro submundo...
"É preciso estar atento e forte", como dizia Caetano, na voz de Gal... Ah, maravilhosos anos 70, que não voltam mais (mas quea Internet fazia falta... ah, isso fazia, viu?)! Vai entender...

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

ETERNAMENTE PAGU


Bem antes de virar Pagu, Zazá, como era conhecida em família, já era uma mulher avançada para os padrões da época, pois cometia algumas “extravagâncias” como fumar na rua, usar blusas transparentes, manter os cabelos bem cortados e eriçados e dizer palavrões. Nada compatível com sua origem familiar. O apelido Pagu foi dado por Raul Bopp, a partir de um engano. Dedicou-lhe um poema, imaginando que seu nome fosse Patrícia Goulart e fez uma brincadeira com as primeiras sílabas do nome.
Foi militante política e escritora; uma mulher ligada às artes, musa do Movimento Modernista de 1922.
Inspirada, apaixonada, engajada, inquieta...
Este ano, comemora-se o centenário do nascimento de Pagu (1910 - 1962). Deixo minha homenagem, postando um texto de sua autoria, com o qual muito me identifico...

Normalinhas
As garotas tradicionais que todo mundo gosta de ver em São Paulo, risonhas, pintadas, de saias de cor e boinas vivas. Essa gente que tem uma probabilidade excepcional de reagir como moças contra a mentalidade decadente, estraga tudo e são as maiores e mais abomináveis burguesas velhas.
Com um entusiasmo de fogo e uma vibração revolucionária poderiam se quisessem, virar o Brasil e botar o Oiapoque perto do Uruguai. Mas D.Burguesia habita nelas e as transforma em centenas de inimigas da sinceridade. E não raro se zangam e descem do bonde, se sobe nele uma mulher do povo, escura de trabalho.
A gente que as ve em um bandinho risonho pensa que estão forjando algumas coisa sensacional, assim como entrarem em grupo na Igreja de S. Bento, derrubar altar, padre estoia, sacristia...Nada disso. Ou comentam um tango idiota numa fita imbecil ou deturpam os fatos escandalosos, de uma guria mais sincera, em luta corporal com o controle cristão. Agrupam-se para abandoná-la. A camarada tem de andar sozinha...É uma imoralidade...Ao menos se fizesse escondido...
É isso mesmo o que elas fazem.Eu que sempre tive a reprovação delas todas; eu que não mentia, com as minhas atitudes, com as minhas palavras, e com a minha convicção; eu que era uma revolucionária constante no meio delas, eu que as aborrecia e as abandonava voluntariamente enojada de sua hipocrisia, as via muitíssimas vezes protestar com violencia contra uma verdade, as via também com o rosto enfiado na bolsa escolar e pernas reconhecíveis e tremulas subirem a baratas impassíveis para uma garçoniére vulgar.
Ignorantes da vida e do nosso tempo! Pobres garotas encurraladas em matinés oscilantes, semi-aventuras, e clubes cretinos.

A variadas umas pelas outras, amedrontadas com a opinião, azoinando preconceitos e corvejando disparates, se recalcam as formadoras de homens numa senda inteiramente incompatível com os nossos dias. E vão estragar com os ensinamentos falsos e moralistas a nova geraÇão que se prepara. É caso de polícia! O governo como bom revolucionário que se diz, devia intervir com uma dezena de grilos numas visitinhas pela casa corruptora.
Com uma dúzia de palmadas elas se integrariam no verdadeiro caminho.

Acho bom voces se modificarem pois que no dia da reivindicação social que virá, voces servirão de lenha para a fogueira transformadora.
Se voces, em vez de livros deturpados que leem, e dos beijos sifilíticos de meninotes desclassificados, voltassem um pouco os olhos para a avalanche revolucionária que se forma em todo o mundo e estudassem, mas estudassem de fato, para compreender o que se passa no momento, poderiam com uma convicção de verdadeiras proletárias, que não querem ser, passar uma rasteira nas velharias enferrujadas que resistem e ficar na frente de uma mentalidade atual como autenticas pioneiras do tempo novo.

Voces também querem que nem os seus coleguinhas de Direito, trocar bofetões comigo?

Pagu, O Homem do Povo, número 8, segunda-feira, 13 de abril de 1931

Sobre xícaras de chá e delicadeza


AlGuMas fraSes dE GuImaRãEs RosA



"O homem nasceu para aprender, aprender tanto quanto a vida lhe permita."

"Saudade é ser, depois de ter."


"O amor é sede depois de se ter bem bebido."

"Esperar é reconhecer-se incompleto."

"Infelicidade é questão de prefixo."

"Quando escrevo, repito o que já vivi antes. E para estas duas vidas, um léxico só não é suficiente. Em outras palavras, gostaria de ser um crocodilo vivendo no rio São Francisco. Gostaria de ser um crocodilo porque amo grandes rios, pois são profundos como a alma de um homem. Na superfície são muitos vivazes e claros, mas nas profundezas são tranquilos e escuros como o sofrimento dos homens."

"Mas quem é que sabe como? Viver... o senhor já sabe: viver é etcétera..."

"Eu não sei quase nada, mas desconfio de muita coisa".

"A colheita é comum, mas o capinar é sozinho".

"O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem."

"As pessoas não morrem, ficam encantadas."

"Passarinho que se debruça - o vôo já está pronto!"

"Qualquer amor é um pouquinho de saúde, um descanso na loucura."

"Ah, não; amigo, para mim, é diferente. Não é um ajuste de um dar serviço ao outro, e receber, e saírem por este mundo, barganhando ajudas, ainda que sendo com o fazer a injustiça dos demais. Amigo, para mim, é só isto: é a pessoa com quem a gente gosta de conversar, do igual o igual, desarmado. O de que um tira prazer de estar próximo. Só isto, quase; e os todos sacrifícios. Ou - amigo - é que a gente seja, mas sem precisar de saber o por quê é que é."

"Porque a cabeça da gente é uma só, e as coisas que há e que estão para haver são demais de muitas, muito maiores diferentes, e a gente tem de necessitar de aumentar a cabeça, para o total."

"Mestre não é quem sempre ensina, mas quem de repente aprende."

""Vida" é noção que a gente completa seguida assim, mas só por lei duma idéia falsa. Cada dia é um dia."

"Vivendo, se aprende; mas o que se aprende, mais, é só a fazer outras maiores perguntas."

"Viver é negócio muito perigoso."

"Raiva tampa o espaço do medo, assim como do mêdo raiva vem."

terça-feira, 5 de outubro de 2010

APAIXONAR-SE é preciso...


" Muitas pessoas têm um amante e outras gostariam de ter um. Há também as que não têm, e as que tinham e perderam. Geralmente, são essas últimas que vem ao meu consultório, para me contar que estão tristes
ou que apresentam sintomas típicos de insônia, apatia, pessimismo, crises de choro, dores etc.
Elas me contam que suas vidas transcorrem de forma monótona e sem perspectivas, que trabalham apenas para sobreviver e que não sabem como ocupar seu tempo livre. Enfim, são várias as maneiras que elas encontram para dizer que estão simplesmente perdendo a esperança. Antes de me contarem tudo isto, elas já haviam visitado outros consultórios, onde receberam as condolências de um diagnóstico firme:
"Depressão", além da inevitável receita do anti-depressivo do momento. Assim, após escutá-las atentamente, eu lhes digo que não precisam de nenhum anti-depressivo; digo-lhes que precisam de um AMANTE!!!
É impressionante ver a expressão dos olhos delas ao receberem meu conselho. Há as que pensam:
"Como é possível que um profissional se atreva a sugerir uma coisa dessas"?! Há também as que, chocadas e escandalizadas, se despedem e não voltam nunca mais.
Aquelas, porém, que decidem ficar e não fogem horrorizadas, eu explico o seguinte: "AMANTE" é aquilo que nos "apaixona", é o que toma conta do nosso pensamento antes de pegarmos no sono, é também aquilo que, às vezes, nos impede de dormir.
O nosso "AMANTE " é aquilo que nos mantém distraídos em relação ao que acontece à nossa volta. É o que nos mostra o sentido e amotivação da vida.
Às vezes encontramos o nosso "AMANTE" em nosso parceiro, outras, em alguém que não é nosso parceiro, mas que nos desperta as maiores paixões e sensações incríveis. Também podemos encontrá-lo
na pesquisa científica ou na literatura, na música, na política, no esporte, no trabalho, na necessidade de transcender espiritualmente, na boa mesa, no estudo ou no prazer obsessivo do passatempo predileto....
Enfim, é "alguém!" ou "algo" que nos faz "namorar a vida" e nos afasta do triste destino de "ir levando"!..
E o que é "ir levando"? Ir levando é ter medo de viver. É o vigiar a forma como os outros vivem, é o se deixar dominar pela pressão, perambular por consultórios médicos, tomar remédios multicoloridos,
afastar-se do que é gratificante, observar decepcionado cada ruga nova que o espelho mostra, é se aborrecer com o calor ou com o frio, com a umidade, com o sol ou com a chuva. Ir levando é adiar a possibilidade de desfrutar o hoje, fingindo se contentar com a incerta e frágil ilusão, de que talvez possamos realizar algo amanhã.
Por favor, não se contente com "ir levando"; procure um amante, seja também um amante e um protagonista
... DA SUA VIDA!
Acredite: o trágico não é morrer, afinal a morte tem boa memória, e nunca se esqueceu de ninguém. O trágico é desistir de viver...
Por isso, e sem mais delongas, procure um amante!A psicologia após estudar muito sobre o tema,
descobriu algo transcendental:


PARA  ESTAR SATISFEITO, ATIVO
E SENTIR-SE JOVEM E FELIZ,
É PRECISO NAMORAR A VIDA".


(Jorge Bucay - Psicólogo)

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Antes tarde do que nunca!

Local: São Paulo, capital. A secretaria de uma escola.
Data: início dos anos 70... creio que 1974.
Personagens: duas moças, cheias de alegria, sonhos, desejos.
Moça número 1: Rita, secretária da escola. Descolada, super simpática, bonita, inteligente, determinada, madura, charmosa, livre. Daquela liberdade que salta aos olhos... Bem dona de si e de sua vida. Inspira confiança, lealdade, sinceridade, admiração. Alguém que você percebe que veio para ficar em sua vida, e que a modifica para melhor.
Moça número 2: Sônia. Ela pensou: "quando crescer, quero ser igual a Rita!".

Corte.

36 anos se passaram. Estamos em 2010, São Paulo, capital.
Muita coisa mudou... Menos uma: a Sônia continua querendo ser a Rita, quando crescer!


Família linda...


domingo, 3 de outubro de 2010

A poesia é uma prece...

                          
                                                                         AMÉM!

As rosas falam... e muito!



Cartola que me perdoe, mas as rosas falam... e muito!!!
Meu Deus... qual mulher nessa Terra, resiste a um buquê de rosas??? Se for mulher, mulherzinha mesmo, nenhuma! É um momento único... um momento de musa, de diva, de deusa! Deus fez as rosas para dar ao macho a possibilidade de arrebatar o coração de sua eleita, de modo definitivo e irreversível. É isso!
Coloque seus olhos num buquê de rosas vermelhas... Agora, imagine esse buquê nas mãos de seu amado, vindo em direção a você, para entregá-las... Pronto? Agora, ele sorri, olha nos seus olhos e diz as palavras mágicas: EU TE AMO! É posssível duvidar desse amor?
Pronto, já fiz meu exercício diário de sonhar... um sonho de amor!
Agora, sem mais, ofereço algumas rosas para você! Delicie-se...

                                                 
 Sonhe...


     Aprecie...


    Encante-se...


        "Simplesmente as rosas exalam
          o perfume que roubam de ti"...

                                        
                                                                             
                                                                              
                                                                             
                                                                             

Eleição = Democracia??? Será...?


No início dos anos 80 (tempos felizes!) havia um programa de entrevistas EXCELENTE na tv, comandado por Roberto D' Ávila, chamado "Conexão Internacional". O jornalista realizava fantásticas conversas com seus convidados (onde esses - os entrevistados - é que brilhavam e FALAVAM, diferentemente do que vemos hoje, quando os entrevistadores se utilizam dos interlocutores como "escadas", para fazerem sua fama e piadinhas...).
Pois bem, um desses inesquecíveis encontros de D' Ávila foi, nada mais, nada menos, com Fidel Castro. À época, estávamos todos esbravejando aqui no Brasil, pois queríamos "Diretas já" (quem tiver mais de 40 anos, sabe do que estou falando...).
Perguntado sobre o tema eleição, o "comandante" disparou algo assim (infelizmente não é literal): "Eleição para quê? Para escolher quem é o mais bonito, quem fala melhor? E quanto gasta-se nesse processo?"... Hummm... Após alguns anos, essas questões calaram fundo em mim, reverberaram... e ele me convenceu de que não passa disso mesmo!
Tratamos o fato de haver eleição como um sinônimo "em si" de democracia, e não é assim que ocorre! A democracia (que tornou-se uma palavra abstrata, relativa, usada como o nome de Deus, ou seja: em vão...) pressupõe muito mais coisas ao meu entender, que transcendem o mero gesto de votar... Perdi a fé e a esperança DE VEZ, depois que as eleições diretas se estabeleceram em nosso país!
Senti-me traída pelo "LULA-LÁ", sabem...? Meu voto não serviu à revolução na EDUCAÇÃO, nem na saúde! Só ajudou a entrarmos num tempo em que os bancos tiveram mais lucros do que nunca... num tempo em que o sistema financeiro riu à toa... e que o Cristóvão Buarque (ex-ministro da Educação, uma grande esperança daquilo que eu esperava daquele governo!) foi demitido por telefone, estando em outro continente (lembram-se disso?), pois apoiara uma greve de estudantes pela melhoria da educação... Que tristeza, que traição!
Hoje, dia 03 de Outubro de 2010, declaro aqui meu voto:

VOTO EM VOCÊ, FIDEL!

sábado, 2 de outubro de 2010

Uma pausa para o chá...


chá em chávena chinesa
lençóis de linho
jardins ingleses
sonatas em pianos tristes
damas trágicas

dispenso o cenário da realeza
a nobreza inteira
se resume em uma criatura
- meu chá, lençol, jardim e sonata

o vento do desejo assola
meus pêlos e alma
secretos caminhos
em chama clamam:
o chá, o jardim e a sonata.


(Bárbara Lia)

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Será que TUDO já foi dito?

                                                                                 
Tenho lido muito ultimamente, e me assustado... Parece que não resta mais nada a ser dito! Você já se sentiu assim? Estaria eu numa crise profunda de criatividade, que não consigo ter uma "novidade" para contar...? É espantoso como me deparo com a narrativa de vivências, sentimentos, hipóteses e constatações tão semelhantes às minhas... Sabe aquela coisa de você ler algo e pensar: "eu poderia ter escrito isso", "eu sinto isso", "já passei por esta situação"!

Que vazio isso me dá! Que tédio! Quem tem uma novidade para me contar???

Só tenho a acrescentar um trecho do poema de Drummond:

"Mundo, mundo, vasto mundo...
Se meu nome fosse Raimundo seria uma rima,
Não uma solução"...


"Não tenho mais os olhos de menina


nem corpo adolescente, e a pele


translúcida há muito se manchou.


Há rugas onde havia sedas, sou uma estrutura


agrandada pelos anos e o peso dos fardos


bons ou ruins.


(Carreguei muitos com gosto e alguns com rebeldia.)


O que te posso dar é mais que tudo


o que perdi: dou-te os meus ganhos.


A maturidade que consegue rir


quando em outros tempos choraria,


busca te agradar


quando antigamente quereria


apenas ser amada.


Posso dar-te muito mais do que beleza


e juventude agora: esses dourados anos


me ensinaram a amar melhor, com mais paciência


e não menos ardor, a entender-te


se precisas, a aguardar-te quando vais,


a dar-te regaço de amante e colo de amiga,


e sobretudo força — que vem do aprendizado.


Isso posso te dar: um mar antigo e confiável


cujas marés — mesmo se fogem — retornam,


cujas correntes ocultas não levam destroços


mas o sonho interminável das sereias".


(LYA LUFT)