"Em depoimento à Polícia Civil na tarde desta quinta-feira, uma professora identificada como Dorotéia, que trabalha na escola há 38 anos, contou que travou um rápido diálogo com o atirador, Wellingon Menezes de Oliveira, de 24 anos, antes do massacre. O jovem, ex-aluno da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, matou e feriu dezenas de pessoas.
De acordo com informações passadas pela assessoria de imprensa da Polícia Militar, a professora Dorotéia afirmou que o atirador entrou na escola com sua autorização e a cumprimentou. Dorotéia havia dado aulas para ele no passado. Os dois, então, travaram o seguinte diálogo:
Professora Dorotéia: “Você veio para a palestra?”
Wellington: “Sim, eu vim. Queria falar com a senhora”
Professora Dorotéia: "Agora não dá, espere um pouco"
Wellington teria aguardado por cerca de 10 minutos antes de subir para o segundo andar. De acordo com a assessoria da Polícia, a professora está em choque, chorando muito e se sentindo culpada. "Será que se eu tivesse dado atenção, falado com ele, ele não teria ido para o segundo andar e atirado em todo mundo?", ela questionou em depoimento".
Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/rj/em+depoimentos+professoras+contam+detalhes+do+massacre+no+rio/n1300035873538.html
Que bom ler isso! Restaura minha fé nos meus colegas de profissão... e a morte das inocentes crianças não terá sido em vão... E outros "Wellingtons" poderão não surgir...Vamos, sociedade, reaja, reflita, aja!!!
Apenas alguns pensamentos, experiências, ilusões, desilusões, anseios, desejos de uma pessoa que se considera sonhadora, seletiva e radical com relação às questões de caráter e concepção de mundo...
Algo sobre mim...
- Soninha
- Pessoa muito inquieta, que tem urgência em viver. Não é qualquer vida que me serve. Intensidade e verdade precisam estar presentes... Isso é que me move, me encanta, me estimule, me faz feliz!
sábado, 9 de abril de 2011
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Perdão também...
Peço perdão também, às "Cristinas" da vida, que não entendem o que estou dizendo, e me agridem por causa disso...
"Não concordo com suas palavras, mas defenderei atá a morte o seu direito de dizê-las"...
"Não concordo com suas palavras, mas defenderei atá a morte o seu direito de dizê-las"...
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Perdão, Wellington...
Ele nasceu e foi rejeitado. Sua mãe não o viu.
Uma família o acolheu... Há 8 meses ele estava morando só, isolado. A família adotiva não o viu.
Na escola, era quieto, "esquisito", não tinha amigos... A professora não o viu.
O sistema de saúde também não deve tê-lo visto.
Ele adquiriu armas... e ninguém o viu, também...
Armou-se. Lembrou-se de sua invisibilidade e resolveu ser visto. Entrou numa escola em Realengo, Rio de Janeiro. Abriu fogo contra crianças indefesas. Matou-se. Pronto!
Agora, todos sabem quem era Wellington Menezes de Oliveira. que tinha 23 anos, que foi adotado, que morava sozinho em Sepetiba, cuja mãe biológica faleceu há dois anos, que não tinha amigos e gostava muito de Internet. Que foi aluno desta mesma escola em Realengo, palco de seu drama.
Agora todos sabem que era Wellington: a família que o abandonara novamente, as autoridades que omitiram-se quando ele adquiriu as armas ilegalmente; até o ministro da educação - pasmem! - que veio a público dizer que 'hoje é um dia de luto para a educação brasileira', sabe quem é Wellington! A presidente da República chorou... os pais choraram... a sociedade chocou-se.
De minha parte, só tenho a dizer: perdão, Wellington! Perdão por tanta hipocrisia e omissão. Perdão porque você não é o único e nem será o último cidadão brasileiro "invisível"...
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