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Pessoa muito inquieta, que tem urgência em viver. Não é qualquer vida que me serve. Intensidade e verdade precisam estar presentes... Isso é que me move, me encanta, me estimule, me faz feliz!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Perdão, Wellington...


Ele nasceu e foi rejeitado. Sua mãe não o viu.
Uma família o acolheu... Há 8 meses ele estava morando só, isolado. A família adotiva não o viu.
Na escola, era quieto, "esquisito", não tinha amigos... A professora não o viu.
O sistema de saúde também não deve tê-lo visto.
Ele adquiriu armas... e ninguém o viu, também...
Armou-se. Lembrou-se de sua invisibilidade e resolveu ser visto. Entrou numa escola em Realengo, Rio de Janeiro. Abriu fogo contra crianças indefesas. Matou-se. Pronto!
Agora, todos sabem quem era Wellington Menezes de Oliveira. que tinha 23 anos, que foi adotado, que morava sozinho em Sepetiba, cuja mãe biológica faleceu há dois anos, que não tinha amigos e gostava muito de Internet. Que foi aluno desta mesma escola em Realengo, palco de seu drama.
Agora todos sabem que era Wellington: a família que o abandonara novamente, as autoridades que omitiram-se quando ele adquiriu as armas ilegalmente; até o ministro da educação - pasmem! - que veio a público dizer que 'hoje é um dia de luto para a educação brasileira', sabe quem é Wellington! A presidente da República chorou... os pais choraram... a sociedade chocou-se.

De minha parte, só tenho a dizer: perdão, Wellington! Perdão por tanta hipocrisia e omissão. Perdão porque você não é o único e nem será o último cidadão brasileiro "invisível"...

4 comentários:

  1. Que absurdo!
    Nada nesse mundo justifica essa monstruosidade e você vem pedir perdão a esse PISCOPATA você deveria se envergonhar!

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  2. Imagina se toda criança adotada sair matando pessoas, se toda criança vítima de bullyng, ou pessoas tímidas e de poucas palavras sairem entrando em escolas e atirando em crianças que estão ali para terem um futuro... Ah por favor!
    Você é louca? Usa drogas?

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  3. Gostei muito do texto, muito sincero.
    Acredito que as pessoas são aquilo que ensinamos a elas quando elas ainda são crianças, uma criança que cresce entre ódio e desprezo vai devolver para a sociedade o que? Só o que ela conhece.
    Nada justifica a atitude de qualquer um de matar outro ser humano, mas fatos de sua infância podem nos ajudam a compreender o que levou um menino de 23 anos matar crianças inocentes. E o objetivo desse tipo de analise é o de olharmos para a educação familiar e pública e avaliar se estamos fazendo isso certo. Eu acho que erremos muito e feio.
    Nenhum de nós estava na cabeça dele ou o ajudou a suportar certas pauladas da vida. Cada um lida com a dor e sofrimento de uma maneira única e não somos, graças a Deus, padronizados robôs sem emoções.
    Não quero justificar os assassinatos, mas devemos olhar para essa alma desgraçada como um exemplo e educar nossos filhos com amor para que não nos “surpreendamos” com episódios de violência como esse. É dever de todos garantir um futuro bom para TODOS.
    Desejo muita força para as famílias vitimadas e torço para que potenciais “Wellingtons” não sejam mais invisíveis e possam receber apoio antes de só verem uma saída.

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  4. Minha cara, Cristina:

    Para falar o óbvio - do repúdio à matança de crianças inocentes - está cheio de gente, a mídia toda e o senso comum se encarregarão... Isso é implícito à humanidade! Isso ninguém contesta, ninguém precisa defender! É ponto pacífico! Eu quis tocar nas coisas que ninguém (ou quase ninguém)ousa tocar... quis tocar nas minhas, nas suas culpas e omissões! Nos "pecados" de todos nós... Foi isso que gerou sua reação tão agressiva, irracional... foi o fato de eu ter feito você sentir-se parte do problema! Pense nisso... A propósito, não uso drogas, nem recomendo seu uso. "A minha alucinação é suportar o dia a dia, e meu delírio é a experiência com coisas reais"... como dizia Belchior.

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