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Pessoa muito inquieta, que tem urgência em viver. Não é qualquer vida que me serve. Intensidade e verdade precisam estar presentes... Isso é que me move, me encanta, me estimule, me faz feliz!

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

FELIZ ANO NOVO!!!


Tá bem... Você pode dizer que "ano novo" é um mero movimento de translação da Terra... ok!
Maaaaaas... não custa tentar ser mais otimista e "normal" e pensar que a mudança do calendário possa trazer consigo algo mais que 365 dias à sua vida, e sim, novas oportunidades, forças renovadas, encontros inusitados e, - por que não? - dias mais felizes!

E, dentro desse espírito, que tal aprender umas "mandingazinhas"...? Isso: as famosas SIMPATIAS!!!

Tomara que você não resista, e faça alguma(s) delas... e tenha MUITA, mas MUITA SORTE em 2011!

Só não se esqueça que as coisas só dão certo MESMO se você andar com FÉ!
Afinal, como Gil já nos ensinou: "Andar com fé eu vou, que a fé não costuma faiá"...

                FELIZ ANO NOVO, DE TODO CORAÇÃO...!





 Cores certas para usar na noite de Réveillon

. Roupa branca: Indicada para se ter um ano inteiro de paz.
. Roupa amarela: Usar calcinha ou cueca nova dessa cor chama dinheiro.
. Roupa vermelha: (Qualquer peça ou mesmo esmalte de unhas) para se ter muita energia e ânimo no novo ano.
. Roupa verde: (Qualquer peça) atrai saúde e a renovação da vida e dos ciclos.

Para ganhar dinheiro
 À meia-noite em ponto, coma 12 uvas verdes ou uma romã. A cada bago de uva, mentalize um mês do ano com muito dinheiro. Guarde os caroços e uma folha de louro na sua carteira de dinheiro. Para conquistar um grande amor

Se for mulher, use peça de roupa cor-de-rosa; se for homem, vermelho para atrair paixão. E coma doces mentalizando um grande amor.

Para ter proteção espiritual

Coloque lençóis novos, sem uso, em sua cama e peça proteção ao seu anjo da guarda. Durma sobre eles e lave-os no dia seguinte. Para ter paz

Vista-se com alguma peça branca. A cor representa luz, pureza, bondade e serenidade. Reze o Pai-Nosso com bastante fervor e agradeça antecipadamente a Deus pelo ano que será de paz. Para abrir seus caminhos

Compre as ervas vence-demanda, olho-grande, afasta-inimigo e abre-caminho. adquira um defumador em loja de artigos religiosos (o tablete com 20 unidades custa, em média, R$ 3) e defume, com muito cuidado, a casa inteira, principalmente o quarto em que você dorme. Depois, acenda uma vela para o seu anjo da guarda e peça que ele mantenha seus caminhos abertos e iluminados.

Para ter saúde e proteção
Prepare um banho com ervas aromáticas, que afastam as más energias causadoras de doenças. Sugiro boldo, guiné, arruda e alecrim do campo. Misture-as com as mãos e coloque para ferver com água suficiente para encher um balde. Coe e espere amornar. Em seguida, jogue a mistura sobre a cabeça durante o banho. Outra opção é plantar mudas dessas ervas no quintal da sua casa. Elas criam uma barreira contra as más energias.

Ganhe dinheiro e um emprego novo
Ferva um punhado de lentilhas e coloque sobre um prato branco. Por cima, despeje três moedas: uma de cobre (como as de 5 centavos), uma de prata (como as antigas de 10 centavos) e uma dourada (de 25 centavos). Ao lado do prato, acenda uma vela de sete dias. Enquanto acende a vela, pense nas realizações financeiras e profissionais que você deseja para o próximo ano.

Garanta paz e tranqüilidade
Compre um buquê de rosas brancas. No dia 31, segure as rosas na mão e ande por todos os cômodos da casa, em silêncio. Pense em situações que você aprecia e nos momentos mais felizes da sua vida e deseje revivê-los no Ano-Novo. Antes da virada, coloque essas rosas no pé de uma árvore ou no mar. Outra maneira de fazer a simpatia é tomar um banho de rosas brancas na véspera do Réveillon.

Arranje uma paixão ardente
Vista uma roupa rosa bebê na virada do ano. Amarre uma fita de cetim da mesma cor no braço direito. Se tiver uma pessoa em mente, escreva o nome dela inteiro na fita. Reforce a simpatia acendendo uma vela branca de sete dias sobre um pires branco cheio de açúcar e mel. Enquanto acende a vela, reze um Pai-Nosso ou uma Ave-Maria e peça para encontrar um novo amor.

Encontre a vela mais indicada para o Ano Novo
Acender velas brancas no Réveillon para pedir paz é uma tradição. Mas é possível usar velas coloridas para atingir outros objetivos. Se a intenção é viver novas paixões no ano que se inicia, as velas vermelhas são as mais adequadas. Acenda velas rosas para melhorar um namoro ou amizade. Se quiser um emprego novo, use velas azuis ou lilás. As velas amarelas são indicadas para quem quer mais dinheiro e as verdes ajudam a curar doenças. Prefira velas aromáticas ou acenda um incenso para atrair bons fluidos.


domingo, 26 de dezembro de 2010

Coisas finitas... coisas infinitas...

Tenho muita dificuldade em guardar coisas, tanto na memória, quanto acumular papéis e objetos, mesmo.

Por isso, tudo aquilo que permanece é porque teve/tem um significado muito, muito grande em minha vida... Tocou-me profundamente MESMO!

É o caso deste texto, publicado na "Folha de São Paulo", no caderno "Dinheiro", num domingo - 21 de março de 2004 - de autoria de Luís Nassif, que passarei a digitar e compartilhar com vocês...


O mal que um dia acaba

"Meus dois melhores amigos estão desempregados. À minha volta, por onde olho, vejo o desemprego. Com ele, o desalento, a sensação de fracasso, especialmente de pais obrigados a diminuir o padrão de vida dos filhos.
Outro dia conversei com um pai que precisou tirar os filhos de um colégio particular para colocá-los em uma escola pública. No meu tempo, significava perda de status. Hoje em dia, é perda de formação. É estranho o processo de desmeprego na classe média. Ao contrário das classes mais pobres, não se passa o supremo martírio da fome, da falta de teto. Sempre há um bico para se virar, um parente a quem recorrer.
Com as classes populares, o jogo é outro. Outro dia, no prêmio Ayrton Senna, concorreu uma foto de Pernanmbuco, de um despejo comandado pela Polícia Militar. No primeiro plano, uniformes e cassetetes, emoldurando a cena principal, de um negro, alto, forte, olhos fechados, crispados pela impotência, carregando uma filha no colo, com a mão direita, a esquerda abraçando outra filha, que chorava desesperada. O educador Rubem Alves reparou no detalhe significativo, de que o braço do pai abrigava a menina, e a mão, calejada, tocava delicadamente seu braço.
Com a classe média o drama é diverso, mas o sentimento de impotência é similar.
Quando meu pai deu início à venda de seus bens, toda semana ia à casa da minha tia Zélia para jantar e ouvir as últimas notícias de Poços. Só havia más notícias. A venda da chácara, da casa do tio Léo, do carro, da casa nossa, depois da farmácia. Nesse meio tempo, as irmãs mais novas tendo que sair do colégio São Domingos, de classe média, para uma escola pública de São Paulo. Depois, um período morando com nossos avós.
A notícia das meninas sendo tiradas da classe do colégio por falta de pagamento, depois a vinda para São Paulo, cada capítulo era como se o chão fosse cedendo, abrindo um buraco cada vez mais fundo em nossas vidas.
Uma manhã, seis e pouco da matina, sonhei que meu pai havia telefonado pedindo para juntar um dinheiro para quitar uma dívida urgente. Acordei sobressaltado pelo telefone tocando na sala da casa dos meus avós, onde dormia. Atendi, era meu pai fazendo o apelo que eu pressentira em sonho. Os tios se cotizaram e mandaram o dinheiro para o cunhado, em retribuição pelo muito que fizera por todos.
Sofria, menos pelo que eu passava, mais pelo que eu supunha que as meninas estivessem passando. Achava que as marcas daquele período ficariam indelevelmente em nossas vidas.
Levou muito tempo para entender a lógica do processo e perceber a dosagem de sofrimento inútil pelo qual passara.
Esses períodos parecem não ter fim, a cada notícia ruim sucede outra. Vai se acostumando tanto com as notícias ruins que, pouco a pouco, o quadro começa a mudar, pinta uma boa nova aqui, outra acolá, depois mais e mais notícias boas, mas se demora para perceber a mudança. A volta do equilíbrio, a consolidação da paz vai se dando aos pingos e, desacostumados como o novo quadro, fica-se à espera de uma nova notícia que recoloque o pesadelo no lugar do sonho.
Até que se acorda em uma manhã e se vê o céu azul, ou que provavelmente estava azul já há algum tempo, mas sem que a gente se desse conta.
E aí, se constata que, em vez de desagregar a família e deixar sequelas, aqueles anos de privação, de incerteza, de insegurança em relação ao futuro, produziram fortalecimento, uma têmpera que ajudou a todos a percorrer com firmeza todas as dificuldades futuras. O sentimento de família se consolidou, o caráter completou, assim como o hábito de não dar importância ao supérfluo, mesmo depois que a vida se ajeitou.
Só no final do processo se percebe a lógica e se tiram as lições. E se constata que, nesses tempos de globalização e de falta de princípios, nesses tempos de Nizan Guanaes e do pobre Zeca Pagodinho, da perda de identidade nacional e de princípios éticos básicos, a grande âncora continua sendo uma instituição milenar, a família, velha de guerra. Que Deus guarde nossos pais e proteja para sempre nossas crianças".