Só sei de uma coisa: pra mim não existe "o amor", assim, abstrato, "genérico"... Existem AMORES (essa palavra sempre deveria ser plural!).
Os "meus amores" são amplos, não conseguem ser exclusivos, e são inquietos. Buscam sempre a ampliação, a experimentação. São dinâmicos, são românticos, extensivos a diversos tipos de objetos... Não cabem dentro de mim, e não foram feitos para serem poupados ou doados a conta-gotas! Saem em torrentes, fortes, independentes de serem correspondidos ou não. Eu dou esses amores, e cada um faça o que quiser dele...
"Por ser exato
O amor não cabe em si
Por ser encantado
O amor revela-se
Por ser amor
Invade
E fim..."
(Djavan - "Pétala")

