Apenas alguns pensamentos, experiências, ilusões, desilusões, anseios, desejos de uma pessoa que se considera sonhadora, seletiva e radical com relação às questões de caráter e concepção de mundo...
Algo sobre mim...
- Soninha
- Pessoa muito inquieta, que tem urgência em viver. Não é qualquer vida que me serve. Intensidade e verdade precisam estar presentes... Isso é que me move, me encanta, me estimule, me faz feliz!
sábado, 2 de junho de 2012
Inteira-ativa!
Esta menininha sou eu, em 1966, recebendo meu PRIMEIRO LIVRO! Imaginem só... Havia uma cerimônia solene na escola, para a entrega do primeiro livro! Bons tempos...
Bem, bem... o fato é que a menina afeiçoou-se pelos livros, pelo estudo, pela educação. E aquela ideia de "ser professora" não foi passageira... consolidou-se. O que eu não sabia é que 46 anos depois eu seria uma "professora virtual"! Ahn? Como assim??? Pois é... Desde 2008 me aventuro por esse mundo diferente, inimaginável, bem "ficção científica", como educadora em cursos a distância!
Estou participando de um curso no momento, que está me fazendo refletir um pouco mais sobre o "admirável mundo novo", e quero trazer para cá um pequeno texto que produzi, sobre interatividade. Sabe uma coisa que você escreve e lhe dá satisfação? É isso...
"Bem, para falar de interatividade, fui "beber da fonte"... Vejam o link: http://www.youtube.com/watch?v=ShRODbkFIJ0 do professor Marco Silva (orientador de nossa Rosemary, pelo que pude ler no outro Fórum).
A interatividade "quebra" com o modelo "emissor-receptor" da forma tradicional, como era concebido, onde o emissor era o autor da mensagem.
Emissão e recepção se fundem, criando-se a coautoria da mensagem. Ambos "tomam posse" dela.
Fiquei pensando, analisando e percebi que esse fenômeno, na verdade, ocorre há algum tempo, independente dos meios eletrônicos... Lembrei-me de uma série de eventos dos quais participei nos SESC's da vida, na Estação Ciência, onde você interagia, por exemplo, com o corpo humano! Uma mostra, permitia-lhe "entrar" numa versão gigante do aparelho digestivo, percorrer o caminho, visualizar as estruturas e tocar as texturas. Fantástico! Aprende-se com todos os sentidos!
Refleti, também, que uma característica que sempre tive desde criança, tem nome... sou muito "interativa"! hahaha
Que bom... isso não é um "problema"! Gostava tanto de certas coisas, que não conseguia ser espectadora... queria participar! Por este motivo, fui ser professora... por esse motivo, trabalhei em teatro. Não me bastava assistir; eu precisava VIVER aquilo, com todo meu ser... Hum... acho que, no fundo mesmo, a palavra deveria ser "inteIra-ativa"... rs
Voltando aqui... Ainda segundo o professor Marco Silva, a interatividade "possibilita relações mais afetivas, de mais proximidade (...) É um ato colaborativo, ambos cocriam conhecimento..."
Ou seja, sabe aquilo que Paulo Freire dizia assim: "Não se pode falar de educação sem amor"... pois é... É isso! Interatividade é colocar em prática certas visões de educação, também! Na realidade, a utilização dos meios eletrônicos (temido por tantos como um fator "desumanizador"), nos serviu para dar outra dimensão, ter outra compreensão do ato educacional, seja em qual ambiente for: a possibilidade de ser mais "inteiro", de agir e reagir num "continuum"! E a mensagem inicial (aquele que parte do emissor), depois de "disparada", não irá lhe pertencer mais, pois fará um link com outras tantas e tantas, que nada será como antes: nem o "emissor", nem o "receptor", muito menos a "mensagem" original, digamos assim".
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